Portoalegre.cc no caderno Nosso Mundo Sustentável

Gente!! Saiu hoje, no caderno Nosso Mundo Sustentável da ZH, uma matéria sobre o projeto portoalegre.cc! Eu apareço ali bem embaixo do U de Unisinos hehe

Os cliques que mudam cidades

Veja de que forma espaços online como o PortoAlegre.cc estimulam a participação dos moradores na transformação das comunidades onde vivem 

Pedro Moreira  |  pedro.moreira@zerohora.com.br
Para mudar o mundo, é preciso primeiro transformar a cidade em que se vive. Foi a partir dessa utopia ambiciosa que os idealizadores do PortoAlegre.cc decidiram criar um espaço para que os porto-alegrenses se envolvam de forma propositiva com a cidade e desenvolvam em si mesmos a necessidade de transformação do lugar em que moram.

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Lançada em março, a plataforma permite que os usuários registrem eventos, serviços e problemas locais, concretizando o conceito de wikicidade em uma reprodução do mapa da capital gaúcha. Aderindo ou criando causas divididas em temas como segurança, empreendedorismo, saúde, educação e ambiente, o debate é compartilhado com outras redes sociais, como Facebook e Twitter, ampliando o alcance das discussões.

– A gente quer estimular um novo espírito de cidadania nas pessoas. O senso comum é de que se adquire uma aura de reivindicação pagando impostos e votando. Então, que o presidente, o governador ou o prefeito resolva. O que queremos é que as soluções dos problemas ou a melhor exploração das potencialidades venha das pessoas – diz o coordenador do curso de bacharelado em Comunicação Digital da Unisinos, Daniel Bittencourt, um dos criadores do site.

São mais de 800 causas criadas e 600 usuários cadastrados no site, que também tem o apoio da prefeitura de Porto Alegre. O próximo passo é concluir um mapeamento dos principais movimentos sociais que já atuam na cidade, como associações de bairro e ONGs, criando uma ligação entre os cidadãos e as organizações. Em breve, os usuários poderão enviar vídeos e fotos, e serão desenvolvidos aplicativos para smartphones e tablets.

A ideia é iniciar uma fase de colaboração para criar uma rede de wikicidades no Brasil – pessoas de 15 municípios, de diferentes Estados, já entraram em contato para levar o projeto a suas cidades.

Mas quem pensa em criar um site colaborativo tem de ter em mente que, para que a empreitada vá adiante, é preciso planejar bem como a iniciativa se sustentará.

– Uma plataforma como essa tem de ser autossustentável. Ela tem de ser construída pensando em um modelo de negócio, para que ela possa existir de forma perene, sem depender de doações e da boa vontade das pessoas – completa Rodrigo Bandeira, do Cidade Democrática.
Está pensando em criar um site colaborativo para discutir as questões da sua cidade?

– Pense em algo que possa ser resolvido ou melhor explorado na cidade.

– Faça um estudo das iniciativas que já existem. Não é preciso reinventar a roda, mas evite fazer algo repetitivo.

– Encontre uma ferramenta que esteja faltando e descubra como ela pode se articular com as já existentes.

– Quanto mais interesse coletivo, maior a chance de resolver a questão.

– Pense em como os seus amigos poderiam ajudar na solução dos problemas.

– Sua iniciativa tem de ser um desafio pessoal. Tenha clareza dos motivos que estão fazendo você levar adiante o projeto.

– Busque uma forma de interação entre as pessoas que não provoque conflitos. Não faça um site para apenas falar mal, combater, denunciar. Crie um projeto que promova a colaboração e o entendimento.

– Tenha credibilidade e estabeleça relações de confiança. Articule organizações e pessoas que tenham legitimidade para mobilizar mais gente.

– Aposte na sinergia e evite o individualismo. É preciso unir esforços para fortalecer o processo — juntar organizações, redes e pessoas aumenta a possibilidade de sucesso.

– Ofereça informações qualificadas, boas fontes, lisura nas informações e transparência na forma de atuação.

– Apresente as fontes de recurso e preste contas para que não haja dúvidas sobre os interesses da iniciativa.

– Tenha em mente que uma plataforma como essa tem de ser autossustentável.

– Planeje pensando no modelo de negócio, de que forma ela pode existir de forma perene, sem depender de doações esporádicas.

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