Arquitetura no SXSW

A equipe da empresa que eu trabalhei durante anos, a Box 1824, está fazendo a cobertura do festival South by Southwest (mais conhecido como SXSW), em Austin, no Texas, EUA. Eu, que adoro um bom festival, estou acompanhando os posts da galera. Aí fui pesquisar o que tava rolando sobre Arquitetura.

Descobri dois palestrantes. Um deles é o Cameron Sinclair, arquiteto co-fundador da empresa sem fins lucrativos de arquitetura open source chamada Architecture for Humanity. Em 2006, aos 32 anos, ele ganhou o TED Prize (quem não sabe o que é o TED, é OBRIGADO a conhecer!).

A Architecture for Humanity lança a cada 2 anos projetos globais para ajudar a melhorar a vida das pessoas. Já fizeram projetos para postos de saúde, salas de aula, instalações para inclusão digital e agora em 2011, o objetivo é dar um novo propósito para instalações militares desativadas. Preciso de mais tempo para ler tudo que tem no site deles!

E nesse momento pós-terremoto no Japão, eles já planejaram como vão ajudar a cidade de Sendai. Leiam aqui o planejamento e roubem ele se acharem útil! A palestra que ele deu no TED em 2006 é muito inspiradora. Fiquei doida pra trabalhar com isso!

 

O outro palestrante que eu descobri pelo site do SXSW foi o Christophe Cauvy. Ele vai dar uma palestra sobre Arte e Arquitetura 2.0: O Espírito Digital invade a Inovação Física. Tradução minha e do Google: “A revolução digital tem permitido não somente que as pessoas tenham grandes idéias, mas, também que possam executá-las. Com as tecnologias digitais, você não precisa de matérias-primas, fábricas, centros de distribuição, lojas … você pode alcançar uma audiência mundial de forma rápida e barata usando apenas seu cérebro e seu PC. Esta cultura liderada pela inovação é agora onipresente, e parece que ela tem inspirado (ou liberado), não só os empresários e os homens de negócios, mas, também funcionários públicos, engenheiros, artistas e arquitetos: mesmo que suas idéias pertençam ao mundo “físico”, a sua abordagem pertence à cultura digital. Esta apresentação fornece exemplos deste novo espírito de libertação nas artes e na arquitetura: de uma estação de bonde na Áustria, um  espelho gigante em uma vila italiana, uma obra de arte crowd-source e uma peça de teatro inspirada pelo Twitter, a uma experiência definitiva em um hotel em Paris e assim por diante. Vivemos em uma sociedade mais aberta, onde a criatividade é menos contida por limitações culturais, tecnológicas e financeiras, e onde a inovação é fundamental. As pessoas, empresas e governos estão prontos para isso?”

Esse projeto do espelho numa vila italiana é demais! No blog do Christophe Cauvy tem um post sobre isso. A cidade de Viganella, a 130km ao norte de Milão, foi construída do lado errado de uma montanha, onde não bate sol durante os 3 meses de inverno. Em países nórdicos isso até é normal, mas, na Itália é inaceitável! Porém, um arquiteto e um engenheiro tiveram a grande ideia de construir um espelho gigante. Em 2006, o espelho de 40 metros quadrados foi instalado na montanha a 1.100 metros do chão. O espelho é operado por um computador e acompanha o movimento do sol durante o dia.

Vejam as imagens!

O Sol refletindo no espelho e o espelho iluminando a cidade.

Pessoal montando o espelho.

Nessa imagem dá pra ver a igreja iluminada pelo reflexo do sol no espelho!

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