Cidades Fractais

Uma das coisas mais fantásticas a respeito da internet, na minha opinião, é que ela permite o aprofundamento de um certo “fluxo de consciência”. Eu estava lendo sobre uma exposição de arte onde há uma obra chamada “The Curves of the Needle” >  isso me levou ao texto de Theodor Adorno que dá título a essa obra > que fez eu me lembrar da dica do Professor Antenor Balbinot, de Desenho Geométrico, de um livro chamado Fractal Cities > acabei pesquisando no Google e achei algumas teses de doutorado (como essa) sobre urbanismo que citam o livro > e terminei num link do site Vitruvius que fala sobre uma palestra, em 2007, de Michael Batty, um dos autores de Fractal Cities.

Quando eu digo aprofundamento, quero dizer que a internet permite que eu pesquise mais sobre cada um desses assuntos. Claro, que (paradoxalmente falando) esse aprofundamento é superficial. De qualquer forma, serve pra gente fazer mil conexões e ligando vários pontos.

Essa introdução foi só pra contextualizar esse copy&paste do trecho do texto do site Vitruvius sobre a palestra de Batty:

No dia seguinte ao encerramento oficial do SIGRADI ocorreram ainda duas importantes atividades relacionadas ao congresso: uma palestra do professor Batty sobre seu livro Fractal Cities, […]. Em sua segunda palestra da semana, desta vez dirigida a um público mais homogêneo e interessado especificamente nas questões urbanas, Batty pode atingir um maior nível de profundidade na descrição de sua teoria de modelagem do processo de crescimento das cidades segundo a geometria fractal. O professor iniciou sua fala mostrando um ramo de Jacarandá Mimoso e explicando que esses ramos crescem em direção à luz, porém mantém sempre um espaçamento entre as folhas de modo que uma não sufoque as outras. Da mesma forma que os ramos das árvores, os pulmões, os corais e outras estruturas naturais, a cidade precisa, por um lado, crescer – mas por outro lado precisa absorver “alimento”, por meio do máximo possível de superfície de exposição a esse “alimento” (Fig. 4). Seu “alimento” são os parques, as áreas verdes, os corpos d’água, enfim, aquilo que dá qualidade de vida a seus moradores. Ao crescer sem deixar esses insterstícios a cidade atinge um limite de crescimento a partir do qual fica estaganda. Segundo Batty, simuladores de fractais permitem desenvolver modelos paramétricos que nos ajudam a perceber o que faz com que uma cidade “morra”, como uma planta sufocada, e que estratégias espaciais podem torná-la mais “viçosa”.



Imagem de fractal apresentada por Batty. Fonte: Michael Batty

Fiquei absolutamente interessada na teoria de Batty e com certeza lerei mais sobre o assunto! O livro Fractal Cities está disponível para download gratuito: http://www.fractalcities.org/

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