Rede de Cidades Criativas da UNESCO

Nesse final de semana que passou, participei do Pixel Show, um evento de design e arte que rolou na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre. O evento consistia de uma pequena feira e palestras com sound designers, ilustradores, quadrinistas, estilistas, etc.

O Secretário de Cultura de Porto Alegre, Sergius Gonzaga (meu professor de literatura brasileira no cursinho!) citou, no discurso de abertura, a Rede de Cidades Criativas da UNESCO. Qualquer cidade do mundo pode se candidatar a participar desse projeto da UNESCO, lançado em 2004. O objetivo é promover o desenvolvimento social, econômico e cultural das cidades e compartilhar conhecimentos, experiências e habilidades tradicionais e tecnológicas com as cidades parceiras.

As cidades podem se enquadrar em 7 categorias: literatura, música, cinema, artesanato e arte regional, artes midiáticas, design e gastronomia. Hoje são 21 cidades na rede (e nenhuma brasileira!) e outras 20 estão sendo analisadas:

Cidades da Literatura
Edinburgh, UK
Iowa City, Iowa, USA
Melbourne, Australia

Cidades do Cinema
Bradford, UK

Cidades da Música
Bologna, Italy
Ghent, Belgium
Glasgow, UK
Seville, Spain

Cidades do Artesanato e Arte Regional
Aswan, Egypt
Kanazawa, Japan
Santa Fe, New Mexico, USA

Cidades do Design
Berlin, Germany
Buenos Aires, Argentina
Kobe, Japan
Montreal, Canada
Nagoya, Japan
Shenzhen, PRC
Shanghai, PRC

Cidade da Arte Midiática
Lyon, France

Cidades da Gastronomia
Popayan, Colombia
Chengdu, PRC

A UNESCO ainda incentiva a criação de atividades baseadas no Turismo Criativo. Fui atrás do conceito e achei bem interessante o “slogan”: menos museus, mais praças. O Turismo Criativo é uma forma mais interativa de turismo, onde o visitante participa mais ativamente da cultura da cidade, interagindo mais de perto com o local e os habitantes e sentindo-se por vezes, um próprio cidadão.

Na minha pesquisa sobre o assunto, achei uma análise feita pelo pessoal do blog português Vanguardas Futuristas:
“Após uma análise exaustiva às Cidades Criativas UNESCO, chegámos à breve conclusão que, quase todas, tiveram uma iniciativa comum: reaproveitar os seus recursos naturais, a sua história, a sua cultura, as suas tradições, muitas delas milenares. Não foi preciso empregar a mais avançada tecnologia de ponta, nem fazer grandes concentrações científicas para dinamizar a cidade/região. Apenas foi preciso um estudo conciso e objectivo de todo um potencial físico e humano, de forma a colocar no mapa do mundo regiões como, por exemplo, a região de Aswan (Egipto).”

É muito bom saber que as cidades estão olhando pra si mesmas e percebendo que seu grande potencial já está ali, não precisa ser criado algo totalmente novo. A questão é existirem pessoas capacitadas para enxergar esse potencial. E não apenas enxergar, mas, ter força e coragem de lutar por isso.

Ano passado, o Santander Cultural promoveu um evento para discutir questões culturais relativas à Porto Alegre nas áreas citadas acima. A idéia era que o seminário abrisse portas para Porto Alegre participar da Rede de Cidades Criativas. Mas me desanimei um pouco ao ler essa crítica de Marco Weissheimer. Eu não fui no evento, então, não posso opinar. Mas adoraria ver minha cidade amada na lista da UNESCO!

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