Espero que eu consiga decorar meu apartamento assim… acho muito inteligente essa mistura de móveis antigos com modernos.
Via www.casa.com.br
Apartamento decorado com móveis de brechó
Móveis antigos e de lojas de rede decoram com economia o apartamento da jornalista Daniela Arend, em Niterói, no Rio de Janeiro. Ela conta esta história e, em outra matéria, ensina você a fazer uma lixeira forrada de tecido.
Texto e Reportagem Visual Daniela Arend Denílson Machado / Mca Estúdio
Preços pesquisados em maio de 2010
“Amplo, com pé-direito alto e piso de tacos, em um bairro calmo. Essas eram as minhas exigências e, sendo muitas, não houve outro jeito senão investir todo o dinheiro que tinha na compra do apartamento. Engavetei as ideias dos amigos arquitetos, desisti de quebrar qualquer coisa e me pus a garimpar. Visitei brechós, reformei móveis antigos e recuperei peças de família. E o que eu faria sem a ajuda de minha mãe e de minha avó? São delas as colchas de crochê, as capas das almofadas e as cortinas que dão vida ao meu lar.”
Dicas da Dani para uma decoração charmosa:
1) Garimpando, você pode encontrar um móvel velhinho a um preço convidativo. Se o dinheiro sobrar, mande envernizar ou laquear. Ou recupere você mesmo a peça!
2) Ao comprar móveis novos, opte pelos de desenho simples – eles são mais baratos e abrem espaço para acessórios inusitados que personalizam o ambiente. O mesmo vale para as paredes: a base neutra ajuda na hora de decorar.
3) O colorido de colchas, mantas e almofadas traz vida à casa. Escolha tecidos bem diferentes.
4) Valorize sua história e resgate peças de família. Valem objetos e até móveis que ninguém quer.
5) Não tem grana para obras de arte? Emoldure desenhos e cartazes! O que importa é trazer memórias às paredes.
6) Mude o uso de itens comuns: as pranchetas da foto estão coladas no meu corredor e o deixaram bem mais legal. É tão bom poder dizer “fui eu que fiz!”
A sarja peletizada (R$ 14,90 o metro) que forra os sofás foi encontrada no Saara, polo de comércio popular no centro do Rio de Janeiro. A mão de obra custou R$ 800 (Joana Estofadora). Dani gastou dois dias lixando e pintando a cadeira de balanço de ferro (Brechó Opção, R$ 40). Depois, ela ganhou novo revestimento.
Quando comprou o apartamento, a varanda já fazia parte da área interna. Para reforçar o clima, ela manteve os lambris, porém pintou-os de branco. E acrescentou arandelas de exteriores (C&C, R$ 18,90 cada).
Foi a Dani também que raspou o piso com palha de aço e escovão, deixando os tacos sem acabamento. Depois selou com querosene e hoje em dia passa cera em pasta – do jeito que a avó dela fazia.
A Mesa Cubo foi presente de amigos, os designers Edu e Isa, donos da loja de decoração (Infinitta, R$ 790).
Estante de MDP, a Célula (com largura de 0,86 cm, profundidade de 0,30 cm e altura de 2,12 m) abriga enfeites, CDs, discos e livros (Tok & Stok, R$ 455).
A cadeira tem rodízios e foi comprada no Extra por R$ 164.
Com 1,60 x 0,64 m, com 5 mm de espessura, o tampo de vidro temperado foi cortado em vidraçaria e custou menos do que se fosse adquirido pronto (Malumar, R$ 120). Ele se apoia em cavaletes de tubo de aço (Tok & Stok, R$ 49 cada).
As caixas cobertas de papel laranja, guardam aparelhos eletrônicos (Papelli, R$ 36 a maior e R$ 32 a menor).
A luminária de aço é da Dimel (R$ 39) e a lixeira revestida de pano foi feita pela Dani. Aprenda a fazer.
A banqueta vermelha de plástico e com desenho dos anos 70, serve de mesa lateral (Tok & Stok, R$ 33).
As almofadas trazem um clima tropical à decoração. Foram confeccionadas pela mãe de Dani e custaram cerca de R$ 10 cada (o enchimento saiu por R$ 5,90 cada na Tok & Stok, e o tecido custou R$ 9,90 o metro na Lealtex).
Colocado ao lado do sofá e usado como aparador e bar, o grande rádio de madeira da década de 60 foi presente da cunhada da Dani.
O caixote de feira veio do lixo. Ali ela guarda livros de fotografia e a raquete de tênis dos anos 40 que pertenceu à sua avó.
O pôster trazido de Londres recebeu moldura branca (Fast Frame, R$ 164) e o relógio foi comprado em uma feira em Londres.
Luminária Filsta do designer suíço Gunner Jensen, adquirida durante uma viagem a Barcelona.
Os adornos vieram de Recife e o abajur foi presente de uma amiga. Tem cúpula de faixas de sacolas plásticas recicladas.
Repare na paredinha com vasos em cima: ela foi revestida de laminado melamínico (0,51 x 1,55 m) e se transformou em um grande quadro de avisos. É uma forma barata (R$ 16) e charmosa de registrar os recados. Para facilitar a fixação, em vez de cola, use fita de dupla face da 3M.
Vasinhos com plantas, no caso pimenteiras, trazem alegria à cozinha. É sempre válido tentar ter uma hortinha em casa.
Móveis brancos foram combinados com peças antigas de madeira, como a cristaleira de vidro, que torna o visual mais claro e leve.
Uma boa dica para quem não gosta de azulejos estampados é partir para a pintura. Hoje, além de pintar, Dani afirma que teria passado antes massa acrílica, o que nivelaria a superfície.
O bufê branco, modelo simples, fácil de combinar, mede 1,34 x 0,40 x 0,80 m (L x P x A) e é da Tok & Stok (R$ 556). O que imprime Personalidade ao móvel são os puxadores pintados a mão (Empório Beira Mar, R$ 27 cada).
O módulo superior da mesma linha da estante da sala – Célula –, reúne três nichos com medida total de 1,28 x 0,44 x 0,30 m (L x P x A) e deixa à mão cereais e frutas no dia a dia (Tok & Stok, R$ 198).
O adesivo Menu parece um quadro-negro (Tok & Stok, R$ 29) e a cristaleira foi achada em um brechó (já fechado). Além de apoiar o micro-ondas, expõe taças e louças (R$ 280).
A fruteira vermelha foi presente de uma vizinha querida e o lampião veio de uma loja de R$ 1,99 no centro de Niterói (R$ 12,99).
Estas cadeiras estavam em péssimo estado e sairia caro forrá-las com o tecido original – por isso, as capas de brim branco (Joana Estofadora, R$ 20 cada).
A luminária típica de galpões industriais (Dimel, R$ 80) deu um ar estiloso ao ambiente. Para que ficasse pendurada de forma segura sobre a mesa, foi usada uma linha de náilon e gancho ao prendê-la no teto.
O espelho com moldura entalhada e o jarro de prata foram resgatados dos baús da família.
O pôster saiu de uma revista e ganhou moldura (Fast Frame, R$ 175) e o bufê, que era uma camisaria, recebeu camada de betume para ficar escuro (Brechó Opção, R$ 450).
A base da cama tem padrão queen, mas o colchão menor deixa o visual mais leve. Colcha e almofadas de crochê foram feitas pela avó da Dani e alegram o quarto. O porta-plantas metálico virou mesinha com pintura e tampo de vidro. O criado-mudo inclui gaveta e nicho (Meu Móvel de Madeira, R$ 221) e o espelho tem jeito antiguinho (Tok & Stok, R$ 39). Abajour com cúpula de linho da Dimel (R$ 54).
Uma amiga perguntou para Dani se ela queria a cama que a avó estava jogando fora… E foi assim que o belo exemplar com pelo menos 150 anos foi parar no quarto de hóspedes.
As almofadas foram confeccionadas pela mãe de Daniela (Lealtex, de R$ 4,90 a R$ 10,90 o metro do tecido).
A carteira escolar (encontrada num brechó já nestas cores por R$ 25) ganhou função de criado-mudo. O banco de obra dá o toque final.
Cortina feita pela mãe de Dani com um voal de linho adquirido em um saldão (Guilha, R$ 100).
Aqui os móveis são os que ficavam no quarto de solteira da Dani.











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